segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

2ª Postagem - Oficinas


Visita as escolas Teotônio Vilela e Olinda Teixeira Bacha


     Nessa nova etapa estivemos visitando duas escolas com realidades bastante diferentes, tanto pelo numero de alunos quanto pela organização. A visita tinha como foco a apresentação de 9 oficinas, contendo práticas experimentais para o ensino de Química.
     A Oficina apresentada por meu colega Rafael Lobo Sáber Guimarães e eu,  o titulo da oficina "Produzindo gás carbônico". Nessa prática abordamos sobre duas leis ponderais muito importantes dentro da química, a lei de conservação das massas de Lavoisier  e a lei das proporções definidas de Proust, com esse experimento tentamos mostrar aos alunos como trabalhar com reagentes limitantes e reagentes em excesso.
     Na primeira escola a ser visitada, Olinda Conceição Teixeira Bacha, fomos bem recebidos os professores estavam cientes da nossa visita a escola. Foram disponibilizadas 6 salas de aula para a realização das oficinas. Os alunos estavam atentos ao experimento e conseguiram fazer as relações esperadas, apesar de acontecer um imprevisto com o experimento.
     Na segunda escola, Teotônio Vilela, a impressão que tive foi de que os professores não sabiam da nossa visita com as oficinas a escola, mas mesmo com esse pequeno contra-tempo as oficinas foram apresentadas. Os alunos participaram e se mostraram mais curiosos ao experimentos, perguntaram e conseguiram responder algumas questões levantadas durante o experimento.
     O Estagio Obrigatório I foi uma experiência muito gratificante onde pude ter o contato com os alunos diretamente, numa primeira etapa de observação e uma segunda de regência em sala de aula, assim podendo compreender um pouco melhor o ambiente de sala de aula, que é de fato, muito mais intenso do que na prática.

Obrigado!
Diego Fernandes de Oliveira

Segunda postagem - Escola Estadual José Antonio Pereira/ Polyanna Ynaí Miranda Simões


Depois do termino das quatro semanas e a observação da escola e sala de aula voltei para as aulas na universidade ministradas pelo professor Ivo Leite Filho, por três semanas a cada aula as duplas apresentaram palestras sobre as experiências adquiridas na escola.
Percebi com o relato dos meus colegas que a realidade nas outras escolas não era tão diferente da minha, exceto pela escola Escola Estadual Vespasiano Martins, onde a escola tem comunicação tanto de funcionários, professores, direção e coordenação. A diretora se envolve, de fato, nas atividades da instituição.
Ao termino das apresentações dos seminários cada dupla elaborou uma oficina que foi ministrada duas escolas e uma delas foi a Escola Estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, todos foram muito bem recebidos pela escola e a oficina foi tranquila de ministrar, os alunos participaram das dinâmicas.

Essa é uma parte das minhas observações que deixo aqui no blog e compartilho com todos que cursaram essa matéria obrigatória para o curso de Química Licenciatura Plena.  

Primeira Postagem - Escola Estadual José Antonio Pereira/ Polyanna Ynaí Miranda Simões


Matéria obrigatória do curso de Química Licenciatura Plena da Universidade Federal de Mato do Sul, o Estágio Obrigatório I. Após um sorteio na sala de aula realizada pelo professor responsável pela matéria professor Ivo Leite Filho, eu acadêmica do curso de licenciatura fiquei encarregada pela Escola Estadual José Antonio Pereira.
Minha primeira impressão da escola foi de abandono, a diretora simplesmente não conversou comigo e nem quis saber se de fato eu era acadêmica do curso de química. Os próprios alunos relataram que ela deita no sofá da sala. A secretaria por outro lado foi muito receptiva e sempre que eu precisava de algo elas me ajudavam.
A professora responsável pela matéria de química foi muito gentil em deixar entrar na sala dela e acompanhar a aula durante quatro semanas. Nas aulas pude observar o ritmo dos alunos e da escola também. Por enquanto é só isso, na próxima postagem relato mais sobre o estágio. 

2ª Postagem EE Vespasiano Martins

Luis Henrique e eu, tivemos oportunidade de participar do conselho de classe e foi muito interessante. Não só apenas discutem notas, presença, como também comentam sobre algum problema que determinado aluno possa ter, a coordenadora conhece tudo de todos e isso é muito importante para eventual ajuda, como eles tentam fazer constantemente.
Tivemos também a oportunidade de ministrar atividades nas salas de aulas, como professores substitutos, sem a supervisão da professora titular, que não pôde comparecer e nos incumbiu de tal responsabilidade.
Foi muito interessante porque sentimos na pele o que é fazer parte de uma escola no período noturno, também constatamos que a difícil sala de primeiro ano, possui alunos bons, uma agradável surpresa!
Foi tranquilo, cansativo, mas tranquilo, foi uma experiência bem completa.

E.E Maria Rita de Cássia Pontes Teixeira

2ª postagem

Boa tarde à todos! 
Como minha colega Amanda relatou em seu 2º post, as aulas de reforço foram oferecidas à todos os alunos. Embora cerca de 30 alunos precisasse de muita nota para passar de ano, apareceram 15 alunos dispostos a assistir. Foi surpreendente o interesse deles em aprender aliados ao ótimo comportamento e participação dos mesmos. Em princípio, como esperado, o maior motivo deles em ir ao reforço seria passar de ano, pois a maioria precisava de notas altas como Dez, 9,5 e 7,5. Mas, mesmo com as provas e com as médias do 4º bimestre já fechadas, apareceram alunos na aula de reforço. Isso mostra que a medida que as aulas foram dadas o motivo maior se tornou realmente o aprendizado, e o resultado foi muito bom! O professor deles de química, Jeferson Macedo Nazário, afirmou que as notas das provas dos alunos participantes foram ótimas.

Percebi que todos ali presentes estavam com o mesmo foco: estudar! Creio que esse seja o principal motivo de um bom resultado final. Aí se lança a questão, como deve ser a atitude do professor frente a alunos que não estão na escola afim de estudar, ou seja, desinteressados? E, muitas vezes além do desinteresse vem também a "conversa paralela", "brincadeiras fora de hora", e não podendo deixar de fora a "epidemia dos celulares". Tudo isso atrapalha muito a qualidade das aulas. Esses problemas se fazem presente não só na escola Maria Rita de Cássia Pontes Teixeira, mas em muitas outras escolas, se não em todas. E frente à essa questão creio que o professor deve se valer de autoridade sem ser autoritário, mostrar regras claras de como gostaria de levar suas aulas, e não podendo deixar de lado a vontade de ser professor, pois isso reflete nos alunos, uma vez que as aulas ministradas com vontade são mais prazerosas de assistir. Esta visão pude ter no estágio obrigatório I com a convivência na escola. E por fim, penso que vai ser na prática com a incorporação de experiências que o professor vai aprendendo a lidar com uma sala de aula.

Grata, 
Andressa Xavier


E.E Maria Rita de Cássia Pontes Teixeira

Bom dia!

Venho colocar minha 1ª postagem, referente à E.E Maria Rita de Cássia Pontes Teixeira, na qual eu e a Amanda Rodrigues estagiamos por 4 semanas, início em 18/09 e término em 07/10. Durante este período assisti aulas não só de Química, mas de Biologia e Física também, e observando colhi algumas informações, mais até do que eu esperava, dentre as quais as mais interessantes, a meu ver compartilharei no blog... Assim, começarei pelo ambiente escolar.

Assim que entrei pela primeira vez na escola percebi uma escola bem limpa e aparentemente organizada, eram aproximadamente 7h e 30min. Havia alguns alunos no lado de fora, procurei saber e me informaram - a portaria - que é normal nessa escola alunos atrasados entrarem no segundo ou terceiro tempo. Simplesmente entram sem prestar nenhum tipo de justificativa do atraso. Em conselho, um professor reclamou de tal situação: “o índice de falta no primeiro tempo é muito grande” e foi respondido pela coordenação: “mas tadinhos dos alunos... estudos afirmam que faz bem pro cérebro dormir até mais tarde” e como é de se esperar na hora virou um tumulto dos professores, a maioria querendo falar do assunto... mas ao final a opinião dos professores não foi levada em consideração.

A escola também apresenta sérios problemas de indisciplina e evasão que foi de aproximadamente 40% em 2012. Pude observar alta indisciplina nas séries de 1º ano. Todos os professores com os quais estagiei passaram boa parte do tempo tentando por a sala em silêncio; é comum ouvir palavrões dos alunos e alguns simplesmente não fazem as atividades propostas pelos educadores. O uso de drogas também foi um fator bem discutido em conselho, pois se tornou um problema sério da escola.

Durante o tempo de estágio pude perceber duas atitudes por parte da direção na tentativa de melhor a escola. A primeira eficaz e a segunda nem tanto:
1º – Instalação de câmeras – na tentativa de cessar a “pulação de muro” dos estudantes instalou-se câmeras em 7 pontos da escola. Inclusive, no primeiro dia de observação, o professor de química surpreendeu um aluno pulando o muro e o levou para direção. Bom, a medida foi bem válida, pois notei o cuidado dos alunos em se fazer algo errado e ser gravado, logo a incidência de alunos pulando muro não acabou, mas diminuiu muito.
2º – Reunião com a sala - Na escola a pior classe para trabalhar é o 1ª B e isso é unânime entre os professores, assim foi decidido fazer uma espécie de conselho com os alunos, coordenação e todos os professores, onde seria discutido o que poderia ser feito para melhorar. Isso foi feito, reservaram a aula de Português para fazerem a reunião, nem todos os professores foram participar, pois deixariam a classe sem algum responsável. Enfim, após a conversa com os alunos, os professores disseram não notar diferença no comportamento deles.

Chegando ao fim deste post.. Acredito que a escola não é simplesmente uma transmissora de conhecimentos, mas também formadora de cidadãos. Assim, querendo ou não... as atitudes tomadas pelos educadores irão influenciar muito a vida da criança ou jovem. E não vai ser deixando o estudante entrar no 2º ou 3º tempo sem nenhum tipo de cobrança ou dando nota sem merecimento que o estudante estará sendo preparado para a vida fora da escola, uma universidade e/ou trabalho. Os índices estão subindo, mas será que a escola esta realmente cumprindo seu papel como os números apontam?

Obrigada,


Andressa Xavier

domingo, 15 de dezembro de 2013

2° Postagem E.E. Clarinda Mendes de Aquino

2° Postagem – Rafael Lobo Sáber Guimarães 
Estágio Supervisionado I 
Escola Estadual Professora Clarinda Mendes de Aquino 
   
         Em minha primeira postagem, falei sobre a impressão que tive a respeito da Escola Estadual Clarinda Mendes de Aquino e sobre o processo para iniciar meu estágio naquela instituição. Agora gostaria de falar um pouco sobre a escola, minhas observações e o novo projeto do EJA implantado no segundo semestre deste ano. 
            A Escola Estadual Professora Clarinda Mendes de Aquino foi criada em 18 de abril de 2002. No local onde hoje está localizada a escola funcionava o Lar do Pequeno Trabalhador – uma instituição que atendia os menores carentes da região. O nome da escola homenageia a professora Clarinda Mendes de Aquino, pelo seu desempenho, zelo e interação com a educação e com a cultura local. 
            O novo projeto do EJA chamado EJA III, tem fase única, porém está dividido em 1° e 2° fase para uma melhor operacionalização. O estudante escolhe o grupo que deseja cursar primeiro, sendo que se o estudante for assíduo e for aprovado em todas as avaliações conclui cada grupo em 1 período. Existem três grupos de disciplinas, sendo eles: 
• Grupo I: Matemática, Geografia, Artes e Educação Física. 
• Grupo II: Língua Portuguesa e Literatura, Biologia, História e Língua Estrangeira Moderna (Inglês ou Espanhol). 
• Grupo III: Física, Química, Filosofia e Sociologia. 
            Características deste projeto EJA III: 
• O estudante caso não tenha entendido a explicação em sala poderá consultar o professor no atendimento individualizado para sanar suas dúvidas;
 • O estudante determina o tempo que levará para concluir os estudos, podendo concluir em até 1 ano todo o ensino médio se for assíduo; 
• A avaliação terá peso 8,0 e a atividade de produção peso 2,0 (para realizar a avaliação é obrigatório entregar a atividade de produção); 
• Assim que o estudante terminar 1 grupo começa a cursar outro, mediante escolha junto a coordenação; 
• Para realização das provas de cada disciplina (onde algumas tem 8 unidades, outras 10 e outras 12) é necessário no mínimo 75% da carga horária de cada unidade; 
• Cada unidade é composta com 50% de carga horária coletiva e 50% personalizada. 
        Este novo projeto têm sido bem aceito pelos alunos, porém em minha opinião é necessário que se faça algumas mudanças nos grupos, pois algumas disciplinas de um determinado grupo algumas vezes dependem de conhecimentos de disciplinas de um outro grupo, como é o caso do grupo III que engloba as disciplinas de química e física, enquanto que a matemática que é base para estas duas disciplinas está em outro grupo.